JOÃO MARIA FRAGA : PROFESSOR, HISTORIADOR E ADVOGADO LANÇA LIVRO

Livro conta História de Macau e luta dos trabalhadores na extração do sal.
Escrito por filhos da cidade, hoje profissionais e estudiosos de ciências humanas, obra aborda contexto histórico com narração que vai além de uma perspectiva científica.
‘Tecedores de Sonhos Ao Luar’, este é o título do livro escrito em conjunto por João Maria Fraga (historiador e advogado), Maria da Conceição Fraga (socióloga e cientista política) e Fábio Pereira Feitosa (historiador). De forma contundente, autores (os dois primeiros, filhos da cidade) dão o devido tom e sensibilidade ao sugerir uma leitura importante ao contexto histórico da cidade de Macau nos anos 50 e 60, época do auge da indústria salineira. Propondo uma aproximação aos agentes sociais e políticos do momento, o livro conta com um enredo que apresenta e dá a devida importância aos trabalhadores que por ali se firmaram, como narra a sua apresentação: “… o livro ressalta a vida dos homens tecedores de sonhos e a luta que eles travaram por melhores condições de trabalho, doando inclusive a própria saúde. ”, apresenta Eulália Vera Lúcia Fraga Leurquin, doutora pela UFRN em educação e atualmente Prof.ª do departamento de Letras Vernáculas da UFCE. O contexto proposto pelo livro, ressalta a importância da luta sindical no âmbito da extração do sal, na pequena cidade de Macau, sem deixar de sintonizar os acontecimentos históricos, sociológicos e políticos vivenciados no estado do Rio Grande do Norte e no Brasil. De forma sutil e, claro, não menos importante, os autores ressaltam junto com os trabalhadores e agentes sociais da cultura salineira, a paixão pela cidade de Macau, traçando um laço analítico e perene entre: a afirmação da cidade no contexto econômico, cultural, social e humano. A obra, pega embalo no ritmo do hino da cidade e, divide os capítulos de acordo com as suas estrofes. A ser lançado no início de novembro de 2017 (dia 08/novembro, 18h, no Clube de Rádio Amadores) custará R$ 30,00, versão impressa de 174 páginas. Valor que, inclusive, pouco diz respeito à carga que carrega, ao criar a expectativa de estabelecer um novo marco na história político social da cidade que, embora “quase esquecida” diante do decorrer do tempo, despertou o ímpeto dos autores, em fazer importante registro para a cidade, trabalhadores e cidadão Macauense… contando também, como propõe o livro, tecer, na brisa típica do litoral, justiça às vidas e sonhos dos homens que deram a vida ao sal, sem jamais esmorecer ou perder o desejo de tornar seus sonhos uma realidade.

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